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5 dicas para aperfeiçoar a gestão de fazendas

04/09/2018

gestão de fazendas

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Até metade da próxima década, o crescimento da produção de proteína animal bovina deve alcançar taxas superiores a 2% ano ano. Ao final desse período, a quantidade de carne produzida em 2027 deve ser de 11,4 mil toneladas — uma variação de 20,5% em relação ao volume que foi produzido no ano passado. Para aproveitar as boas perspectivas de crescimento do mercado no médio e longo prazos, é fundamental manter o foco na gestão da fazenda e evoluir constantemente.

 

O crescimento da demanda é acompanhado pelo aumento das exigências na qualidade da carne, da sustentabilidade do processo produtivo e da diversificação dos mercados. Para se manter competitivo e lucrativo é preciso monitorar e analisar constantemente os diversos indicadores do negócio para planejar o crescimento da fazenda e acompanhar os movimentos mais favoráveis do setor. Essas orientações também são válidas para negócios recém-adquiridos ou que estão apresentando rentabilidade mais baixa do que o esperado. Agora é a melhor hora para ter a rédea do negócio nas mãos. O importante é ficar atento e ler este texto até o final; Com certeza essas dicas vão ajudar a elevar — e muito — o nível da pecuária praticada do lado de dentro da sua porteira.

 

Conheça profundamente o negócio

 

A maioria dos donos e gerentes de propriedades pecuárias do Brasil conhece muito sobre a atividade e os processos que envolvem a produção de gado de corte, mas somente há poucos anos os gestores vêm buscando mais conhecimento em administração e gestão empresarial. E a transição de produtor tradicional para empresário rural passa pelo controle aprofundado de todos os números do negócio e pela análise dos seus impactos na eficiência e rentabilidade de cada operação. Para coletar, processar e analisar uma grande quantidade de dados é fundamental usar ferramentas robustas e completas que permitam gerar histórico por animal e operação, além de fazer o cruzamento de informações necessárias ao planejamento do futuro do negócio.

 

Independente do tamanho da fazenda e do plantel, a gestão da informação feita da forma adequada é o melhor caminho para reduzir os riscos e alavancar o negócio. Para fazer a escalada tecnológica da sua fazenda é preciso entender qual o nível de controle atual e estabelecer uma meta de evolução; assim será mais fácil identificar qual solução deve ser implantada primeiro e quais são os próximos passos a seguir.

 

Um caso de escalada tecnológica bem sucedida é o da Fazenda Nova Piratininga, localizada no município de São Miguel do Araguaia (GO) — uma das maiores do Brasil. Com uma área de mais de 205 mil hectares, o empreendimento tem pelo menos 130 mil cabeças de gado, 1,7 mil quilômetros de estradas, 1,8 mil pastos e cerca de 300 funcionários. Os números são impressionantes — sobretudo os de área, que a colocam acima de metrópoles como o Rio de Janeiro ou Nova Iorque em extensão territorial. Claro que hoje a fazenda tem um grau de sofisticação e profissionalismo na gestão sem precedentes, mas nem sempre foi assim.

 

Segundo o gerente administrativo do negócio, José Cláudio da Silva (49), há sete anos, quando ele chegou na propriedade, o que viu foi uma mega-estrutura subutilizada: havia área construída, espaço para equipamentos, mas faltava colocar o foco na produtividade.

 

— O negócio não tinha quase nenhuma tecnologia, o manejo não existia. Sem a gestão correta, tudo é mais difícil. Costumo fazer a seguinte comparação: sem a inteligência dos softwares de pecuária, até uma chácara fica muito grande para se administrar — afirma o gestor.

 

Com a tecnologia, no entanto, qualquer fazenda, por maior que seja, fica “pequena”. Por isso a preocupação foi, num primeiro momento, montar uma equipe e planejar quais seriam os próximos passos. Era preciso fazer um “inventário” do que existia, qual era o tamanho do rebanho e como ele poderia produzir mais.

 

— No primeiro ano nós não tínhamos nenhum controle, não sabíamos nem que tipo de gado vivia na propriedade. Buscamos um sistema de gestão agropecuária justamente para permitir a montagem de um banco de dados, e isso ajudou muito a preparar as equipes e mudar as rotinas que não funcionavam do jeito certo — diz.

 

Manejo adequado

 

O próximo passo era qualificar os funcionários e fazer com que eles unissem a tecnologia ao conhecimento que muitos já traziam de experiências anteriores e da prática no campo. Muitos bois, ainda que dentro da fazenda, eram criados quase que de forma extensiva e, portanto, quase não passavam por nenhum tipo de manejo. O primeiro desafio foi fazer a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), para capacitar a equipe e educar o gado, levando-o aos currais.

 

Vencida esta etapa, o ciclo seguinte melhorou de forma quase que automática: tornou-se possível, por meio de números que começaram a apresentar a situação real da propriedade de forma mais clara, acompanhar e monitorar questões fundamentais relacionadas à sanidade animal, empastamento, localização do gado e aspectos reprodutivos — hoje a Nova Piratininga trabalha com cria, recria e engorda das raças Nelore e Angus.

 

Gerenciamento preciso de informações

 

A organização geral da propriedade nos últimos anos gerou uma “enxurrada” de dados que começaram a retratar a fazenda de forma muito mais precisa do que acontecia antes. Agora é possível acompanhar, prever e direcionar precisamente a alimentação, a imunização e fases importantíssimas como a cria, a recria e a engorda, buscando mais produtividade e qualidade.

 

— Na estação de monta do período 2017/2018, trabalhamos com 52 mil matrizes. Fizemos 68 mil protocolos de IATF e só aí fizemos mais de 360 mil manejos — compara o administrador da Nova Piratininga.

 

As informações mais precisas permitem gerenciar 35 currais de modo simultâneo. Além de saber em tempo real o que acontece em cada um deles, é possível estimar resultados e intervir na produção, de modo a obter o melhor resultado no final do ciclo produtivo.

 

— A análise de dados nos dá poder para ver como a produtividade da fazenda evoluiu ao longo do ano e comparar, rapidamente, com o que planejamos no mês anterior, para saber se estamos no caminho certo — complementa.

 

Rastreabilidade

 

Com a “casa em ordem”, é muito mais fácil fazer planos de médio e longo prazo. Um deles envolve a conquista de outro tipo de cliente e deve acontecer nos próximos anos.

 

Trata-se da produção de carne de altíssima qualidade para o consumidor final, que está cada vez mais preocupado com a forma de produção dos itens que coloca na mesa. O movimento já foi compreendido pelos gestores da Nova Piratininga, que estão desenvolvendo um projeto para criar um selo de rastreabilidade para o produto.

 

— Nós temos a possibilidade técnica de acompanhar exatamente todos os passos do boi na cadeia produtiva, desde o nascimento até a saída pela porteira. Conseguimos saber como ele foi nutrido, com quais tipos de alimento, que controle sanitário foi feito, para quem foi vendido… É uma riqueza muito grande de informações e queremos aproveitar essa capacidade que temos — diz Cláudio.

 

O acompanhamento individualizado de cada boi só é possível por conta da adoção da tecnologia, pois a quantidade de dados gerada é tão grande que seria impossível acompanhar de forma manual ou pelos métodos tradicionais. “É mais vantagem para o consumidor, que sabe que está comprando carne com qualidade. Quem tiver a rastreabilidade de uma ponta a outra vai sair na frente”, finaliza.

 

Tecnologia

 

A orientação mais importante para que a gestão de fazendas seja aperfeiçoada é a que permitiu a transformação da Fazenda Nova Piratininga: gestão da informação. Isso só é possível tendo os dados na mão por meio da tecnologia. Antes, o olho do dono é que engordava o boi. Agora, “o olho na tela é que engorda o lucro”.

 

Para que tudo isso aconteça, é fundamental compreender a importância que uma plataforma completa de gestão agropecuária tem: é ela quem vai permitir planejar adequadamente, lidar com situações emergenciais e corrigir curvas para chegar à produtividade ideal ao final do ciclo. “É um sonho de todo gestor de fazenda ter uma solução completa, um ecossistema que integre todas as informações em gráficos e planilhas para serem analisados pelos zootecnistas”, afirma Cláudio.

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